sexta-feira, 29 de maio de 2009

Placas Tectônicas

Tectônica, ramo da geologia que estuda a movimentação das camadas da crosta, por efeito das forças do interior da Terra. Estudam também o dinamismo da força que interferem na movimentação das camadas da crosta terrestre. Como resultado dessas forças se dá o aparecimento das placas tectônicas, dobras, falhas, fraturas ou lençóis de arrastamento. A tectônica descreve geometricamente as deformações da crosta terrestre e analisa as diferentes teorias que procuram explicar os seus mecanismos formadores.

Teoria de tectônica global (deformações estruturais geológicas) que se tornou paradigma na geologia moderna, para a compreensão da estrutura, histórica e dinâmica da crosta terrestre. Atualmente, ela é constituída por cerca de doze placas tectônicas, que ficam literalmente boiando em cima do magma pastoso (ver fig. 1). A crosta terrestre está dividida em placas de espessura média de 150 km. As fronteiras entre estas placas são zonas com atividades tectônicas, onde ocorrem mais sismos e erupções vulcânicas.

Entre 1908 e 1912, foi proposta pelo geólogo alemão Alfred Lothar Wegener a teoria da deriva continental. Ele afirma que as placas continentais se rompem, separam-se e chocam-se, criando posteriormente cadeias de montanhas.

Um dos argumentos mais fortes de Wegener para justificar a deriva continental era que as bordas dos continentes têm formas que se encaixam. Para defender sua teoria, mostrou que as formações rochosas de dois lados do Oceano Atlântico – no Brasil e África Ocidental- coincidem em idade, tipo e estrutura.

Quando propôs sua teoria, Wegener não foi capaz de apresentar uma explicação plausível sobre o como os continentes poderiam se deslocar no manto sólido que, se supunha, formava os fundos oceânicos, nem sobre qual seria a força capaz de arrastá-los. Por esse motivo, sua hipótese foi recebida com grandes reservas.

Sobre a expansão do fundo do mar, na década de 20, o estudo do leitor dos mares trouxe evidência de que as dorsais oceânicas são zonas onde se cria a nova crosta oceânica. O material chega por correntes de convecção* de lava quente, mas esfria e solidifica com rapidez, ao contato com a água. Para dar lugar a esta contínua renovação de crosta, as placas devem separar-se, lenta, porém continuamente. Estes movimentos, impulsionados por correntes de convecção térmicos originadas nas profundidades do manto terrestre, provavelmente teriam gerado, ao longo de milhões de anos o fenômeno da deriva continental.

Também temos limites das placas tectônicas, isto é, os pontos de encontro entre as placas estão em movimentos. Esses movimentos, entretanto, não acontecem da mesma forma. Podemos considerar três tipos principais de limites entre as placas: convergentes, divergentes e transformantes.

Limites convergentes: As zonas de subducção, onde as placas se encontram e colidem. Uma delas sempre mergulha por debaixo da outra e retorna à astenosfera. Existem três tipos de convergência:

· Convergência crosta oceânica – crosta continental: Quando isso acontece, geralmente formam-se fossas abissais. A zona de convergência entre uma placa oceânica e uma placa continental é chamada de margem continental ativa. Um exemplo é a fossa Peru-Chile, onde a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana (ver fig. 2).

· Convergência crosta oceânica – crosta oceânica: Formam-se arcos vulcânicos, como nas ilhas Marianas (placa do Pacífico e placa das Filipinas) (ver figura 3).

· Convergência crosta continental – crosta continental: Às vezes uma placa sobrepõe a outra, num movimento de obducção. Pode ocorrer também a colisão entre as placas e a formação de cadeias de montanhas. O exemplo mais conhecido é o choque de placa Euro-Asiática com a Indiana, que deu origem à cadeia do Himalaia (ver figura 4).

Limites divergentes também chamados cristais em expansão ou margens construtivas, porque nesses limites está sendo criada uma nova crosta oceânica a partir do magma vindo do interior da Terra, que causa o afastamento das placas tectônicas. São exemplos de formação de limites divergentes as cordilheiras submarinas Meso-Atlântica e Meso-Pacífica (ver fig. 5).

Limites transformantes são apenas as placas que deslizam horizontalmente um ao lado da outra. São chamadas também de zonas de conservação. Esses deslizamentos podem causar terremotos de grandes proporções. Geralmente, as falhas transformantes estão no fundo dos oceanos. A mais conhecida dessas falhas é a de San Andreas, Califórnia. (ver fig. 6 e 7).



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*Convecção: é o fenômeno que se produz quando um fluido está em contato com um sólido a uma temperatura diferente. As partes di fluido em contato com o corpo sólido aquecem-se por condução; as variações de densidade resultantes provocam correntes no seio do fluido. Tais correntes transportam o calor em todo o fluido e só desaparecem quando todo o fluido está à mesma temperatura que o sólido. A importância das correntes de convecção depende da forma do colido em contato com o fluido.


Anexos:

Figura 1: Divisão das placas tectônicas na Terra.



Figura 2: Convergência crosta oceânica – crosta continental


Figura 3: Convergência crosta oceânica – crosta oceânica


Figura 4: Convergência crosta continental – crosta continental


Figura 5: Limites divergentes


Figura 6: Limites transformantes


Figura 7: San Andreas




Um comentário:

Pablo disse...

Muito bommm
Parabens... muito bem explicado!
=D